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APEMNewsletter - Janeiro de 2018
Editorial da APEMNewsletter - Janeiro - 2018
A educação artística, a flexibilidade e a criatividade
Neste início de 2018, o foco de trabalho da APEM têm sido as questões da educação artística no currículo, mais uma vez intransigentes na defesa da sua existência nos vários ciclos de escolaridade, mais uma vez fundamentando com tudo que já se disse e que já foi recomendado.
A novidade é que todo este trabalho tem sido feito em colaboração com as outras associações das áreas artísticas, na apresentação de propostas viáveis e exequíveis aos responsáveis políticos. É uma nova realidade onde, coletivamente e construtivamente, e sem se perder a identidade e a história de cada área artística, se pensou no currículo globalmente de forma a todos poderem ganhar o seu espaço essencial. E ganhar, neste contexto, é o sistema público educativo conseguir oferecer uma educação artística em todas as áreas para todos, ao longo da escolaridade obrigatória.
Chamar as associações para as questões curriculares e para a elaboração das aprendizagens essenciais tem sido a metodologia seguida pelo secretário de estado da educação, João Costa. E, na sequência de a APEM, em audiência, ter alertado para as incongruências entre o perfil dos alunos à saída da escolaridade obrigatória e o desenho das matrizes curriculares no recente projeto de autonomia e flexibilidade, foram pedidos pareceres e ouvidas em reunião conjunta as associações da área da educação artística pelos responsáveis do gabinete do secretário de estado.
A APEM, a Associação de Associação de Professores de Expressão e Comunicação Visual (APECV), Associação de Professores de Educação Visual e Tecnológica (APEVT) e a Associação de Professores de Teatro-Educação (APROTED) decidiram reunir-se e refletir sobre as questões colocadas em cima da mesa. Esta foi uma reflexão que, pela oportunidade, pela colaboração, pela partilha e essencialmente pelo exercício de criatividade que foi necessário fazer face às contingências e possibilidades do currículo, resultou numa proposta que a todos fez sentido, essencialmente por permitir que a educação artística no 1º ciclo possa existir, de facto, com a coadjuvação de professores especialistas em Música, Artes Visuais, Teatro e Dança, numa vertente formativa, pelo menos durante um ano letivo para cada uma destas áreas neste ciclo de escolaridade.
O equilíbrio entre a situação ideal que cada associação defende e a elaboração de uma proposta com exequibilidade política foi a preocupação maior, sendo necessário um compromisso entre todos, considerando-se que a prioridade seria abrir caminho para uma oferta estruturada da educação artística desde os primeiros anos da escolaridade e sem interrupções, até ao 9º ano.
As cartas estão lançadas. Aguardemos sobre o que virá a ser decidido.
Manuela Encarnação
A APEM
A Associação Portuguesa de Educação Musical, APEM, é uma associação de caráter cultural e profissional, sem fins lucrativos e com estatuto de utilidade pública, que tem por objetivo o desenvolvimento e aperfeiçoamento da educação musical, quer como parte integrante da formação humana e da vida social, quer como uma componente essencial na formação musical especializada.
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