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Editorial da APEMNewsletter - Março - 2019
O perfil do professor de música no presente e num futuro incerto
No mês passado, referimos neste lugar que sem trabalho colaborativo entre professores não existem projetos e que a colaboração entre professores, para além de estar associada a melhores performances dos alunos, contribui para o desenvolvimento do conceito de autoeficácia e satisfação profissional (OCDE, 2018)1.
Dificilmente se discorda que as qualidades dos professores são as variáveis mais importantes na escola para a construção de sucessos educativos. Quer isto dizer que estamos perante um bom ensino quando as práticas de ensino melhoram os desempenhos dos alunos e desenvolvem os potenciais de cada um, independentemente das suas condições socioeconómicas, da sua língua materna ou do seu estatuto migrante.
Resta-nos agora definir o que é um bom ensino! Por certo, todos temos experiências de aprender com prazer com um bom professor, e de frustração trazida por um ensino pobre. Mas quais são então os indicadores de um bom ensino? O que devemos melhorar para a construção de um perfil de qualidade do professor no futuro que já é hoje?
Ao relermos o perfil geral de desempenho profissional do educador de infância e dos professores dos ensinos básico e secundário (Dec-Lei n.º 240/2001 de 30 de agosto) e todos os pontos e alíneas das três dimensões que enquadram o nosso perfil profissional (dimensão profissional, social e ética, a dimensão de desenvolvimento do ensino e da aprendizagem e a dimensão de participação na escola e de relação com a comunidade), verificamos a sua atualidade mesmo num futuro incerto.
Não, não é preciso mudar a legislação. É preciso, sim, compreender o que está em causa atualmente na educação, como são os nossos alunos hoje, o que os motiva, que expectativas de vida têm, como aprendem melhor.
Certo é que, com as experiências de vida diferentes que os alunos trazem hoje para a escola, pode ser posto em causa um perfil de professor formado num contexto fechado e com pouca flexibilidade. No caso da educação musical, alunos com experiências musicais muito diversas e acesso a meios de ouvir e fazer música incomparáveis com os de há apenas dez anos, por exemplo, obriga a repensar o que é musicalmente essencial aprender numa educação musical para todos. A música está cada vez mais presente na vida das pessoas, as crianças e jovens estão muito mais expostos a diversas culturas musicais através de múltiplos meios e recursos e os professores de música não podem estar alheados destas novas realidades.
Cada vez mais o corpo de conhecimentos que se produz aumenta exponencialmente, assim como a própria velocidade a que aumenta. As tecnologias têm trazido para a educação em geral e para a música na educação em particular, questões, problemáticas e desafios que devem ser tidos em conta nas decisões curriculares macro e micro, individuais e coletivas dos professores. Os nossos alunos já nasceram nesta era tecnológica.
As competências musicais que os alunos deverão desenvolver durante a escolaridade obrigatória têm que forçosamente estar alicerçadas em conhecimentos, capacidades e atitudes que eles precisam de mobilizar para as demonstrar.
E o mesmo se passa com as competências profissionais dos professores (OECD, 2018), ou seja, a integração do conhecimento (conhecimento do conteúdo da sua área e conhecimento pedagógico), das capacidades, atitudes e motivação. Daqui decorre que a conceptualização do que é um bom ensino e um bom professor, não requer só as capacidades cognitivas para desenvolver boas soluções, mas também as atitudes certas e a motivação para mudar, arriscar, inovar, partilhar e refletir num ambiente profissional colaborativo.
Antes de ficar à espera que o sistema mude, cada um pode pensar e agir perante o que está ao seu alcance para poder melhorar o seu profissionalismo vs. a sua profissionalidade.2
1OECD (2018), Teaching for the Future: Effective Classroom Practices To Transform Education, OECD Publishing, Paris, https://doi.org/10.1787/9789264293243-en.
2https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/profissionalismo-vs-profissionalidade/19053
Manuela Encarnação
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