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APEMNewsletter - Setembro de 2019
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De A a Z para Música na Educação por ...
Janete Ruiz
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Editorial da APEMNewsletter - Setembro - 2019
“Os desafios da educação musical”
Pensar os desafios que se colocam à música na educação atualmente foi o exercício que fizemos para uma mesa redonda da Conferência Internacional do CIPEM no Porto, que se realizou nos dias 19, 20 e 21 deste mês.
Os pontos essenciais da nossa comunicação, leia-se “preocupação”, enquanto instituição representativa de uma comunidade alargada de professores de música, partiram das interrogações “porquê, para quem e como?”, dirigidas à música na educação e focadas na música no ensino geral, na política educativa para a música na educação geral e na formação de professores de música.
Para sistematizar esses desafios selecionámos e colocámos, numa só equação, os elementos da nossa realidade educativa que, constituindo uma diversidade de temáticas e de campos de ação, coabitam e interagem uns com os outros em dependências mais ou menos explícitas, direta ou indiretamente. E são eles:
- A existência do documento curricular Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória (PA), a desenvolver durante 12 anos de escolaridade, com a definição de áreas de competências que incluem a “Sensibilidade estética e artística” considerando as diversas formas artísticas;
- A existência de programas da expressão musical do 1º ciclo e da educação musical do 2º ciclo;
- A existência de documentos curriculares que definem as aprendizagens essenciais em música para o 1º e 2º ciclos;
- Professores de música apenas no 5º e 6º ano de escolaridade com uma média de 90 minutos semanais para a educação musical e, algumas escolas, no quadro da autonomia e flexibilidade, com alguns projetos nas áreas artísticas (ainda não contabilizados);
- Professores titulares do 1º CEB a fazerem/não fazerem música;
- Regime de ensino articulado da música com alunos do ensino geral dispensados dos tempos de música e com um plano curricular da música como ensino especializado;
- Professores do ensino básico com uma média etária de 49 anos sendo que 47% têm mais de 50 anos1;
- Diminuição do número de alunos no ensino básico2 de acordo com os dados de estudos demográficos em Portugal, e cada vez maior diversidade de alunos (mais alunos estrangeiros, com o Brasil no topo da lista);
- Alunos com cada vez mais e melhor acesso à música: ouvir, fazer e criar música está à distância de um clique...
- A diversidade alargada dos próprios desenvolvimentos musicais em Portugal (Portugal cheio de festivais de música todos os géneros, tamanhos e regiões) e simultaneamente os contrastes culturais no país.
A história da educação musical em Portugal continua “plena de contradições”, como escreveu Graça Mota em 20143.
Perante este quadro, o que se espera da educação musical para todos? O que pode ser a música no ensino geral? Que perfil de competências dos professores de música do ensino geral?
A APEM, como parte da história da educação musical em Portugal e da contribuição para o seu desenvolvimento, apontou alguns princípios e caminhos que só se podem percorrer com a vontade política aos mais diversos níveis decisórios, sustentados pelo debate e reflexão dos atores envolvidos e que poderão ser os pontos de partida par esse debate. A saber:
- a diversidade cultural do país implica que não pode haver um único modelo de educação musical;
- a necessidade de criar e definir perfis de professores de música para o ensino geral em articulação com a formação de professores, no momento praticamente inexistente, a par da preocupante projeção da falta de professores dentro de menos de uma década;
- a urgência da aproximação das comunidades de prática e das comunidades de investigação para a clarificação e informação das decisões;
- a criação de um plano nacional para a música na educação articulado com o atual plano nacional das artes;
- uma educação musical pensada para o bem comum (Estelle Jorgensen ).
Manuela Encarnação
1 https://www.publico.pt/2019/06/19/sociedade/noticia/professores-portugueses-gastam-tempo-aula-controlar-presencas-comportamento-alunos-1876834
2 https://www.publico.pt/2019/09/19/sociedade/noticia/escolas-perderam-160-mil-alunos-dez-anos-1886934
3 http://www.seer.unirio.br/index.php/revistadebates/article/view/4609
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