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A fechar o ano de 2019

Este último mês do ano trouxe para a discussão pública o Estado da Educação 20181 e os resultados do PISA 20182.

O Estado da Educação 2018 é um documento do Conselho Nacional da Educação que nesta publicação foi elaborado com uma nova organização, apresentando uma parte com a descrição de “oito casos inspiradores de escolas e outras instituições educativas que têm contribuído, por serem exemplificativas de estratégias de mudança, para que todos – crianças, jovens e adultos – possam aprender”. Este capítulo do Estado da Educação veio permitir identificar “os principais aspetos diferenciadores, as singularidades, as estratégias e os modos de trabalho que conduzem à melhoria de resultados e à consolidação e sustentabilidade das inovações estudadas”. Verificámos que os oito exemplos apresentados - o projeto de inovação pedagógica Novas Rotas nos Açores, o Agrupamento de Escolas Fernando Casimiro Pereira da Silva em Rio Maior, o Agrupamento de Escolas Rainha Santa Isabel em Leiria, o Agrupamento de Escolas de Fornos de Algodres, o Agrupamento de Escolas Paulo da Gama no Seixal, a Universidade Popular Túlio Espanca no Alentejo, a Casa da Praia em Lisboa e a Escola Básica da Ponte em Santo Tirso - não relevam a educação artística como fator ou estratégia de mudança. No entanto, toda a informação recolhida com esta mostra, constitui um capítulo que deve ser lido com muita atenção.

Mas o que verdadeiramente nos entusiasmou neste documento foi a apresentação do projeto educativo da Escola Secundária de Camões pelas palavras do seu diretor, João Jaime Pires e de mais quatro docentes desta escola.

Inspirados pelo documento Road Map for Arts Education: Building Creative Capacities for the 21st Century3 que apresenta as deliberações da Conferência Mundial de Educação Artística realizada em 2006, pela UNESCO, em Lisboa, assim como nas novas orientações de 2009 do Ano Europeu da Criatividade e da Inovação, cujo lema era: “Imagine.Crie.Inove”, a Escola Secundária de Camões assumiu nestes últimos 10 anos o investimento no “desenvolvimento global, crítico e criativo da educação dos alunos”. Grande parte da atividade educativa desta escola desenvolve-se dentro e fora da sala de aula, no Auditório que possui, abrindo-se também a projetos culturais de qualidade, internos e externos, de música, teatro, dança e cinema, A comunidade vai à escola e a escola à comunidade. A escola procura estabelecer parcerias com diversas entidades para a materialização e concretização de múltiplos projetos culturais nas diversas áreas artísticas.

Gostávamos de poder escrever mais sobre escolas que valorizam o papel da educação artística e que mesmo com os constrangimentos imensos a tantos níveis (docente, não docente, administrativo, económico, social, etc) conseguem transformar-se e tornarem-se assumidamente laboratórios de experiências artísticas, tal como se apresenta esta escola secundária.

Sobre os resultados do PISA 2018, apresentados em seminário do IAVE e que tantos títulos contraditórios gerou nos meios de comunicação social, refletimos e questionamos mais à frente nesta Newsletter.

Para este final de ano, recomendamos a leitura do livro Fostering Students' Creativity and Critical Thinking - What it Means in School4 de Stéphan Vincent-Lancrini e outros (2019) uma publicação da OCDE, gratuita para leitura on line.

Este livro parte da ideia que “a criatividade e o pensamento crítico são competências essenciais para as sociedades e economias complexas, globalizadas e cada vez mais digitalizadas. Embora os professores e os gestores de políticas educacionais considerem a criatividade e o pensamento crítico como importantes objetivos de aprendizagem, ainda não está claro para muitos o que significa desenvolver essas competências no ambiente escolar. Para torná-lo mais visível e tangível aos profissionais, a OCDE trabalhou com redes de escolas e professores em 11 países para desenvolver e testar um conjunto de recursos pedagógicos que exemplificam o que significa ensinar, aprender e progredir na criatividade e no pensamento crítico no ensino básico e secundário”.

Esses recursos já estão disponíveis. Deixamos aqui as mensagens chave do livro:

  • Criatividade e pensamento crítico podem ser aprendidos e avaliados em todos as áreas;
  • Precisamos de ser intencionais e, portanto, claros sobre o que tentamos alcançar: os vários materiais e fichas disponíveis ajudam a esclarecer;
  • Os professores precisam de apoio: oportunidades de aprendizagem profissional e diversos apoios (recursos, exemplos, aprendizagem entre pares, etc.)
  • Não é fácil, leva tempo, mas é viável – (há professores no terreno que já o fizeram)
  • Existem muitas maneiras diferentes de desenvolver, na prática, a criatividade e o pensamento crítico (é preciso começar por qualquer lado e cada passo é importante)
1 http://www.cnedu.pt/content/edicoes/estado_da_educacao/Estado_da_Educacao2018_web_26nov2019.pdf
2 http://www.cnedu.pt/content/noticias/internacional/RELATORIO_NACIONAL_PISA2018_IAVE.pdf
3 http://www.unesco.org/new/fileadmin/MULTIMEDIA/HQ/CLT/CLT/pdf/Arts_Edu_RoadMap_en.pdf
4 https://read.oecd-ilibrary.org/education/fostering-students-creativity-and-critical-thinking_62212c37-en#page1

Manuela Encarnação


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