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Editorial da APEMNewsletter - Janeiro - 2020

Editorial da APEM Newsletter - Janeiro - 2020

Novo ano, nova década, novas práticas artísticas e musicais nas escolas?

Já é quase um lugar comum dizer que estamos num tempo onde a cultura parece estar a mudar a um ritmo alucinante, com a tecnologia a condicionar os variadíssimos aspetos da nossa vida, desde as redes sociais, à informação, comunicação e, evidentemente, à música. Com o mundo, literalmente, nos nossos dedos, usando telemóvel, tablets, computadores, e os cada vez mais dispositivos digitais, a forma de aprendermos e interagirmos uns com os outros alterou-se radicalmente. Hoje em dia temos acesso a um sem número de recursos culturais, musicais e artísticos online que nos permitem aprender quando e onde quisermos. E este acesso fácil aos mais diversos conteúdos permite também aos nossos alunos aprenderem o que quiserem de acordo com os seus interesses e motivações.

Estamos num tempo crucial para o ensino e a aprendizagem musical, mas estamos a reagir muito lentamente, como sempre acontece em educação. Sabemos que as condicionantes profissionais que vivemos como professores de música nos fazem imergir, na maior parte das vezes, em meios e ambientes que nos impedem de ver, refletir e agir com a racionalidade necessária para a (re)construção de novos ambientes de aprendizagem adequados a este tempo.

Um dos aspetos essenciais a esta necessária evolução é a já tão referida mudança de paradigma educativo. Se o modelo de ensino de música nas nossas escolas, no geral, apenas com pequeníssimas exceções, ainda se mantém centrado no professor enquanto o nosso mundo avança a um ritmo sem precedentes, as frustrações de professores e alunos vão continuar a chocar e a gerar mais insucessos profissionais e educativos.

Temos que saber criar um espaço educativo, seja na sala de aula ou fora dela, onde os alunos sejam encorajados a dar voz aos seus pensamentos, sejam apoiados na escolha dos seus processos de aprendizagem e aprendam em ambientes sociais, porque a música, tal como a vida, é uma prática social. A aprendizagem musical não deve ser isolada das experiências de aprendizagem no mundo real. Temos que ter a coragem de explorar novos modelos e possibilidades de ensino da música onde os alunos estejam no centro dos processos de aprendizagem.

Neste sentido, aconselhamos a leitura do recentíssimo livro “The Learner-Centered Music Classroom – Models and Possibilities” editado por David A. Williams e Jonathan R. Kladder na Routledge, 2020.

Com modelos teóricos e possibilidades práticas em 10 capítulos/artigos, os 10 autores, professores e investigadores americanos de variados meios profissionais (ensinos básico geral, secundário e superior de música), convocam-nos para vários ambientes educativos, desde a aula de música nos primeiros anos de escolaridade aos diversos ensembles no ensino secundário (coral, cordas, banda, tambores de aço-steel pan) à aula de tecnologia musical. Numa tradução livre, reproduzimos aqui alguns aspetos, apresentadas por Kadler (2020), de práticas de ensino inclusivo que as aulas centradas nos alunos devem proporcionar:

  1. As ideias dos alunos são possíveis, permitidas e encorajadas.
  2. As experiências musicais dos alunos são validadas e consideradas.
  3. Os alunos são encorajados a trazerem para o grupo o seu próprio tipo de musicalidade.
  4. Os alunos preferem a aprendizagem relevante e significativa.
  5. Os alunos têm voz ativa e estão capacitados para exprimir vários pontos de vista.
  6. Os alunos aprendem em ambientes socialmente colaborativos.
  7. Os alunos estão autorizados a tomarem decisões de avaliação e desempenho.

Demasiado complicado para começar a praticar?

Manuela Encarnação


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